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Dia do Arquivista

Por Pablo Soledade* | Homenagem ao Dia do Arquivista | 20 de outubro de 2019 

Registro aqui um breve depoimento sobre a Arquivologia e o profissional arquivista. No dia 20 de outubro, dia em que se comemora o Dia do Arquivista, é importante destacar a relevância desta área e deste profissional para o conjunto da sociedade.

O arquivista certas vezes é subutilizado/descriminado/desvalorizado por falta de conhecimento das pessoas e empresas em relação ao seu papel e seu potencial. Sempre ouvindo piadinhas, sempre ouvindo “Arqui o quê...?, ou vendo uma cara de espanto com questionamentos bobos de como essa área exige nível superior... ou de como iremos sobreviver em meio ao avanço tecnológico e “fim do papel”.

Minha resposta para essa última questão é sempre arguindo como a profissão daquele que está me perguntando também vai sobreviver...? Isso porque a transformação digital é social, e afeta toda a sociedade..., e para nós arquivistas, o papel é apenas mais um suporte, e o que interessa é a gestão da informação e do documento independente desse suporte/invólucro/envelopamento. Para a primeira questão, de ser um curso superior, trata-se de fato de ignorância de quem pergunta, ou seja, desconhecimento, por isso os profissionais arquivistas devem educar, e não se intimidar com a boba questão.

Possibilitar acesso à informação, garantir a preservação do patrimônio documental, a memória da sociedade, das instituições e dos povos, essas são as nossas motivações e principais desafios!

Independente do suporte de registro da informação, se analógico ou digital, temos a missão de zelar pela autenticidade dos documentos, pela fidedignidade, enfim pela manutenção do status quo.

Temos a responsabilidade de propor, criar, gerenciar e manter mecanismos e ferramentas que proporcionem segurança jurídica dos documentos e informações, para a garantia de direitos dos cidadãos e dos processos que estes realizam.

Desde quando as pessoas nascem geram documentos, geramos fontes de prova de nossa existência, até mesmo antes da certidão de nascimento já temos a declaração de nascido vivo, os laudos de ultrassonografias... A própria documentação produzida em função do ato do nascimento, o prontuário do paciente, com toda a evolução do parto, com registro de pesagem, etc etc etc. E se pensarmos nos diplomas dos profissionais que ali estão na sala de parto naquele momento...? São estas comprovações que nos dão a segurança de que quem estão ali têm a capacidade para as funções.

O registro documental é também fundamental para o conhecimento da história, da existência do mundo, da evolução social, do contínuo processo de avanço científico, das melhorias das condições de vida dos seres humanos.

Você que talvez não conheça a Arquivologia, mas que já tenha pensado nas questões acima mencionadas, deveria refletir e valorizar mais as ações e serviços dos profissionais arquivistas. Deveria deixar os “pré-conceitos” de lado e entender de uma vez por todas que arquivologia e arquivistas não existem para arquivar e desarquivar papel. Dar acesso à informação ao cidadão e preservar os registros para acesso quando necessário revela muito mais do que o “guardar papel”.

Organizar, digitalizar, microfilmar, pensar em experiência do Usuário (Ux), elaborar requisitos para sistemas de informação, corroborar com os processos de tomada de decisão nas organizações, zelar pela proteção de dados e documentos, implantar projetos paperless, essas são algumas das centenas de ações desempenhadas pelo profissional arquivista.

Que fique claro então que o papel do arquivista é colaborar com o cidadão e as organizações na busca da garantia dos seus direitos e cumprimento de seus deveres, de possibilitar o registro e armazenamento de fato do que é necessário para as questões jurídicas, administrativas e também para a memória, no tempo que for preciso, mesmo que seja para sempre!

Eu particularmente só tenho a agradecer a Arquivologia, e a defendo com unhas, dentes, mas principalmente com a mente e o coração.

Arquivologia que entrou na minha vida há 20 anos (1999). Como muitos, parece que não somos nós que escolhemos a profissão, é a profissão que nos escolhe... Sou muito grato e feliz pelos grandes professores que tive, pelos colegas e profissionais que pude e posso lutar todos os dias por um futuro cada vez mais sólido para a profissão.

Lembro do primeiro dia que fui ao Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia (ICI-UFBA). Fui aluno da segunda turma do curso de Arquivologia na Bahia. Me sinto honrado de ter fundado junto com outros colegas, o Diretória Acadêmico de Arquivologia do ICI-UFBA, de ter sido seu primeiro presidente, alegria por ter colaborado com a reconstrução da Associação dos Arquivistas da Bahia, sendo o seu presidente por duas gestões (2005-2009). Fui Conselheiro do Conarq, arquivista servidor federal, diretor do Sinarquivo e sempre incentivador dos movimentos coletivos em prol da consolidação da área. Nossa... tanta coisa que passaria dias relatando... Hoje sou empreendedor, instrutor de cursos, e tudo sempre relacionado a Arquivologia.

Já apanhei muito com erros, mas porque tentei..., muitas inciativas que deram certo e outras nem tanto. Já comemorei muitos resultados positivos, assim como já chorei por alguns fracassos. E assim é a vida! Espero sinceramente continuar nesta trajetória de intenso aprendizado, resolução de problemas e obtenção de conquistas, com esta linda e gratificante profissão que me escolheu: ARQUIVISTA. Estou certo que esse texto reflete também a trajetória de muitos colegas!

Deixo aqui um grande abraço a todos os colegas arquivistas, e todos aqueles que valorizam esta importante área de atuação!

Viva a ARQUIVOLOGIA, viva aos ARQUIVISTAS!!!

Até mais!

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Autor

PABLO SOLEDADE
Sou empresário e consultor máster em digitalização e gestão de documento físicos e digitais. São 20 anos de atuação em gestão documental. Atualmente faço Doutorado em Ciência da Informação. Tenho mestrado na mesma área, sou especialista em Administração com ênfase em Gestão de Serviços, Bacharel em Arquivologia com

Já realizei projetos de digitalização em mais de 100 instituições públicas e privadas, mais de 50 milhões de digitalizações em acervo arquivísticos, bibliográficos e museológicos. Foi Conselheiro do Conarq (Conselho Nacional de Arquivos). Atualmente sou empreendedor, consultor associado de empresas, responsável técnico de projetos de digitalização e organização de documentos de grandes volumes e diferentes formatos.

Em 2017 e 2018 viajei o país realizando presencialmente cerca de 30 cursos de GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos, sendo algumas cidades: Aracaju-SE, Brasília-DF, Maceió-AL, Rio Branco-AC, Rio de Janeiro-RJ, Salvador-BA, São Paulo-SP, Vitória-ES. Em 2018 coordenei o GDIonline, maior evento online de gestão de documentos e informação do país com cerca de 3.000 participantes! Experiências fantásticas surgindo assim a necessidade de disponibilizar treinamentos também online, onde tenho dezenas de alunos e faço também mentorias.

Pra mim é só o começo, sou um sonhador e tenho muitos muitos muitos sonhos para realizar!